A A3A Engenharia de Sistemas atuou em parceria com a L8 Group, empresa vencedora do processo licitatório, na implantação de uma solução integrada de videomonitoramento IP para complexo governamental em Brasília/DF.

O projeto envolveu a modernização de um sistema legado por uma arquitetura IP integrada, com plataforma corporativa de gerenciamento de vídeo, infraestrutura de armazenamento, operação centralizada, integração sistêmica e recursos avançados de análise de vídeo.

Contexto Operacional

O projeto foi desenvolvido para modernizar o sistema de videomonitoramento do Superior Tribunal de Justiça, cujo parque tecnológico anterior havia sido implantado em 2007 e já apresentava limitações operacionais relevantes.

A infraestrutura existente encontrava-se defasada em relação às demandas atuais de segurança institucional, com crescente dificuldade de manutenção corretiva, indisponibilidade de peças de reposição e risco de inoperância de equipamentos de campo, comprometendo a visualização de ambientes e a continuidade da gravação de imagens.

A necessidade de um CFTV efetivo estava alinhada às recomendações da Resolução CNJ n. 176/2013, que instituiu o Sistema Nacional de Segurança do Poder Judiciário, e integrou o contexto dos projetos estratégicos do Plano STJ 2020.

O STJ demandava uma solução capaz de ampliar a cobertura visual, garantir disponibilidade de imagens em tempo real, preservar registros para recuperação posterior e apoiar a investigação de incidentes, com integração ao sistema de controle de acesso LenelS2 que havia sido recentemente implantado, tornando a correlação entre eventos de acesso e imagens uma premissa técnica da arquitetura.

O sistema precisava atender áreas de circulação pública e restrita, acessos principais, circulação vertical, zonas de atendimento, ambientes administrativos, áreas técnicas, acessos de veículos, garagens e demais pontos com relevância para a segurança patrimonial e institucional.

Portanto, não se tratava apenas de substituir câmeras obsoletas, mas de implantar uma arquitetura de segurança eletrônica compatível com a criticidade do órgão, sua operação contínua e seus requisitos de rastreabilidade.

Escopo do Projeto

O projeto contemplou a implementação de uma solução integrada de Videomonitoramento Inteligente (IVS) para o edifício-sede do Superior Tribunal de Justiça e seus prédios de apoio, em Brasília/DF, abrangendo infraestrutura física, rede de dados, câmeras IP, sistema de armazenamento, plataforma de gerenciamento de vídeo (VMS), operação centralizada e integração com sistemas corporativos existentes.

Arquitetura da Solução

A solução foi projetada para atender mais de 370 pontos de monitoramento, distribuídos entre câmeras internas para corredores e áreas administrativas, câmeras internas com captação de áudio, câmeras específicas para elevadores com comunicação via rádio, câmeras externas para áreas perimetrais e de circulação, câmeras dedicadas à leitura automática de placas veiculares (LPR / ANPR), câmeras PTZ para operação remota com presets operacionais para automação de rondas, além de câmeras panorâmicas 360º destinadas à cobertura ampliada de ambientes estratégicos.

Processamento, Gravação e Armazenamento

Na camada de processamento e gravação, a solução foi implementada em arquitetura centralizada com dois appliances NVR Milestone Husky X8, sendo um dedicado à operação principal e outro configurado para contingência e failover.

Essa composição permitiu concentrar os serviços de gravação, retenção, recuperação e disponibilidade da solução em uma plataforma dedicada ao CFTV/IP, dimensionada para múltiplos fluxos simultâneos de vídeo em alta definição.

A estrutura de armazenamento foi concebida com storage dedicado, redundância, arranjos de discos em RAID, gerenciamento centralizado e capacidade operacional compatível com gravação contínua, visualização simultânea, pesquisa de imagens, recuperação de eventos e análise forense.

Gerenciamento e Operação

A camada de gerenciamento foi implementada com plataforma corporativa Milestone XProtect VMS, responsável pela administração centralizada das câmeras, gravação, visualização, permissões de acesso, alarmes, eventos, recuperação de imagens e operação dos recursos de vídeo.

O Centro de Operações de Segurança do STJ foi readequado para operação contínua de videomonitoramento, com reorganização do posicionamento dos operadores, redistribuição dos pontos de visualização e implantação de video wall em configuração 3C x 2L, composto por seis monitores profissionais LG Digital Signage de 49”, próprios para operação 24/7.

Inteligência de Vídeo e Investigação Operacional

A camada de inteligência de vídeo incorporou recursos de análise de vídeo (video analytics), incluindo a leitura automática de placas veiculares (LPR / ANPR), reconhecimento facial e busca forense por meio da plataforma BriefCam, permitindo pesquisa acelerada em grandes volumes de vídeo, filtragem por atributos, revisão de ocorrências, correlação de eventos e apoio à extração de evidências visuais, ampliando o uso do CFTV/IP como ferramenta de investigação operacional.

A solução foi integrada ao módulo XProtect Smart Wall, permitindo operação centralizada em video wall, composição de mosaicos, exibição simultânea de múltiplas fontes de vídeo e apoio à rotina do Centro de Operações de Segurança com apresentação coordenada de alarmes, eventos, mapas e cenas prioritárias.

Integração com Controle de Acesso

A solução também foi integrada ao sistema de controle de acesso Lenel/OnGuard, permitindo a correlação entre eventos de acesso, imagens, registros operacionais e evidências visuais em uma arquitetura única de supervisão. Essa integração foi essencial para que o videomonitoramento operasse de forma coordenada com os demais sistemas de segurança eletrônica do complexo.

Infraestrutura Física, Telecomunicações e Elétrica

Para a operação desse sistema, foi implementada uma infraestrutura física de telecomunicações e elétrica compatível com os requisitos de conectividade, alimentação, proteção, disponibilidade e integração da solução.

A infraestrutura de telecomunicações foi organizada para suportar tráfego contínuo de vídeo em alta definição, comunicação com os appliances de gravação, acesso das estações de operação, integração com a plataforma VMS e transmissão dos eventos operacionais do sistema.

A rede física foi executada com sistema de cabeamento estruturado em categoria 6A, enlaces ópticos para interligações entre prédios e pontos de concentração, patch panels, caixas de consolidação, cordões de manobra, terminações, caixas, eletrodutos, encaminhamentos protegidos e demais elementos necessários à conexão das câmeras IP e equipamentos associados.

A infraestrutura elétrica associada ao sistema contemplou alimentação dos equipamentos por meio de tecnologia Power over Ethernet (PoE), além de adequações de proteção elétrica vinculadas ao sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) e à aplicação de medidas de proteção contra surtos (MPS), com a instalação de dispositivos de proteção contra surtos para alimentação e linhas de sinal, adequações ao sistema de aterramento, equipotencialização, segregação de rotas e proteção mecânica da infraestrutura.

Serviços Prestados

Os serviços prestados abrangeram a implantação técnica da solução de videomonitoramento inteligente, desde a preparação da infraestrutura física até a entrega funcional dos sistemas integrados, contemplando montagem, instalação, adequações em infraestrutura existente, configuração, parametrização, testes, ensaios, comissionamento e apoio à transição operacional.

Planejamento Executivo

O planejamento executivo compreendeu a organização das frentes de trabalho, análise das condições existentes, compatibilização entre infraestrutura física, rede, energia, equipamentos e sistemas, além da definição das etapas de implantação em ambiente institucional ocupado e em operação.

Foram avaliadas rotas de infraestrutura, pontos de instalação, bastidores de telecomunicações, salas técnicas, condições de alimentação elétrica, interligações entre prédios, áreas com restrição de acesso e interferências operacionais. Esse planejamento permitiu coordenar as atividades de campo com as rotinas do complexo, reduzindo impactos sobre a operação institucional e assegurando a execução ordenada dos serviços.

Montagem e Instalação

Foram executadas as atividades de montagem e instalação dos equipamentos que compuseram a solução, incluindo câmeras IP, pontos de monitoramento, equipamentos em bastidores, appliances de gravação, elementos de armazenamento, estações de operação, video wall e demais componentes necessários à operação do sistema.

A instalação contemplou ambientes internos, áreas externas, elevadores, garagens, acessos, salas técnicas e pontos estratégicos do complexo, observando posicionamento, fixação, campo de visão, conectividade, alimentação, proteção física e condições operacionais de cada local.

Adequações e Retrofit

Foram realizadas adequações de infraestrutura física, telecomunicações e elétrica para suportar a nova arquitetura de CFTV/IP, incluindo lançamento e organização de cabeamento, interligações metálicas e ópticas, adequações em bastidores de telecomunicações, identificação de pontos, organização de patch panels, encaminhamentos protegidos, eletrodutos, caixas e pontos de concentração.

As atividades também contemplaram retrofit de infraestrutura existente, compatibilização com salas técnicas, adequações para alimentação dos equipamentos, proteção contra surtos, aterramento, equipotencialização e organização física dos elementos necessários à operação contínua da solução.

Configuração e Parametrização de Sistemas

Foram executadas as configurações dos dispositivos IP, appliances de gravação, plataforma VMS, recursos de visualização, permissões de acesso, eventos, alarmes, presets de câmeras PTZ, automação de rondas, video wall, recursos de análise de vídeo e integração com sistemas corporativos de segurança.

A parametrização buscou adequar a solução às rotinas operacionais do Centro de Operações de Segurança, permitindo supervisão centralizada, recuperação de imagens, tratamento de eventos, visualização coordenada e correlação entre registros de acesso, imagens e evidências visuais.

Testes e Ensaios

Foram realizados testes de conectividade, transmissão de vídeo, alimentação, visualização, gravação, retenção, recuperação de imagens, operação das câmeras PTZ, comunicação com os appliances de gravação, funcionamento do video wall, integração com o VMS e validação dos recursos de análise de vídeo.

Também foram verificados os pontos instalados individualmente, com validação de imagem, enquadramento, identificação, endereçamento, estabilidade de comunicação, resposta a comandos, acionamento por eventos e aderência às condições operacionais previstas para cada ambiente.

Comissionamento

O comissionamento consolidou a entrega funcional da solução, verificando a operação coordenada entre câmeras, infraestrutura de rede, armazenamento, VMS, video wall, recursos de análise, controle de acesso e estações de operação.

A etapa final incluiu validação ponto a ponto, ajustes operacionais, apoio à equipe usuária, acompanhamento da entrada em operação e suporte à transição operacional, assegurando que a solução fosse entregue integrada, testada e apta à operação contínua em ambiente institucional de alta criticidade.

Principais Desafios

Cumprimento de prazo em ambiente contratual crítico

A execução ocorreu sob um regime contratual com cronograma físico-financeiro, etapas formais de entrega, recebimento técnico e penalidades aplicáveis em caso de atraso, falha de execução ou não atendimento aos requisitos do edital. Isso tornou o controle de prazo um fator crítico do projeto, exigindo planejamento executivo, gestão diária das frentes de trabalho, coordenação de suprimentos, liberação de acessos, mobilização de equipes e resposta rápida a interferências de campo.

Em projetos dessa natureza, o atraso não representa apenas impacto operacional. Ele pode gerar efeitos contratuais, administrativos e financeiros relevantes, especialmente em contratação pública com recebimento formal, fiscalização técnica e obrigações de desempenho. A implantação precisou ser conduzida com disciplina de engenharia, rastreabilidade de execução e controle contínuo de avanço físico.

Execução em complexo governamental em operação

O projeto foi executado em ambiente institucional ocupado, com circulação permanente de autoridades, servidores, colaboradores, visitantes, equipes terceirizadas e veículos. As atividades de campo precisaram ser planejadas para não interromper rotinas administrativas, acessos, circulação interna, operação de garagens, elevadores, áreas técnicas e zonas de atendimento.

A execução exigiu controle de interferências, programação por etapas, comunicação com as áreas envolvidas, liberação controlada de acessos e adequação das frentes de serviço às janelas operacionais disponíveis. O desafio não era apenas instalar equipamentos, mas executar a implantação mantendo o complexo em funcionamento, sem comprometer a segurança, a continuidade operacional e a rotina institucional do órgão.

Múltiplos edifícios e condições heterogêneas de infraestrutura

A solução contemplou o edifício-sede e prédios de apoio, cada um com características próprias de infraestrutura, rotas de cabeamento, salas técnicas, pontos de concentração, áreas internas, áreas externas, garagens, elevadores e restrições de acesso. Essa distribuição exigiu compatibilização entre projeto, condições reais de campo e arquitetura existente.

A implantação precisou lidar com diferentes padrões de encaminhamento, disponibilidade de infraestrutura, distâncias entre pontos, necessidade de enlaces ópticos, adequações em bastidores, identificação de rede, alimentação dos equipamentos e proteção dos pontos instalados. A complexidade aumentou pela necessidade de manter uniformidade operacional em ambientes fisicamente distintos.

Multidisciplinaridade técnica da solução

O projeto envolveu disciplinas de segurança eletrônica, telecomunicações, infraestrutura elétrica, redes IP, armazenamento, servidores, VMS, video wall, controle de acesso, análise de vídeo, proteção contra surtos, aterramento, equipotencialização e comissionamento. A entrega dependia da convergência entre infraestrutura física, sistemas digitais e operação de segurança.

A coordenação multidisciplinar foi essencial para garantir que câmeras, rede, appliances de gravação, storage, VMS, Smart Wall, BriefCam, controle de acesso e estações de operação funcionassem como uma solução única. Cada subsistema dependia do correto desempenho dos demais, o que exigiu integração técnica, parametrização coordenada e validação funcional ponta a ponta.

Trabalho em altura, áreas externas e pontos expostos

A implantação de câmeras externas, pontos perimetrais, postes, fachadas e áreas elevadas exigiu planejamento logístico, métodos executivos adequados e rigor em segurança do trabalho. Esses pontos apresentavam maior exposição a intempéries, surtos elétricos, descargas atmosféricas indiretas, interferências físicas e dificuldades de acesso para instalação e manutenção.

Além da fixação e posicionamento das câmeras, foi necessário considerar campo de visão, proteção mecânica, encaminhamento de infraestrutura, alimentação, conectividade, aterramento, equipotencialização e aplicação de dispositivos de proteção contra surtos. A execução desses pontos exigiu tratamento técnico diferenciado em relação às áreas internas.

Mapeamento e saneamento da infraestrutura de rede existente

Embora a infraestrutura de rede existente apresentasse identificação prévia, durante a execução foram identificadas inconsistências entre a documentação, a identificação física dos pontos e a condição real encontrada em campo. Isso exigiu levantamento, rastreamento, conferência e mapeamento técnico da rede para permitir a correta integração dos novos pontos de videomonitoramento.

Esse saneamento foi fundamental para evitar conexões incorretas, perda de rastreabilidade, falhas de comunicação, indisponibilidade de portas, conflitos de endereçamento e dificuldades futuras de manutenção. O trabalho envolveu validação de pontos, conferência de bastidores, organização de patch panels, identificação física, compatibilização com a topologia lógica e documentação operacional da infraestrutura utilizada.

Integração e convergência entre plataformas

A solução exigiu interoperabilidade entre videomonitoramento IP, plataforma Milestone XProtect VMS, Smart Wall, appliances de gravação, storage, BriefCam, câmeras LPR/ANPR, câmeras PTZ, reconhecimento facial e sistema de controle de acesso Lenel/OnGuard. Essa convergência elevou a complexidade técnica do projeto, pois a operação dependia da comunicação coordenada entre sistemas de naturezas distintas.

A integração precisou permitir correlação entre eventos, imagens, registros operacionais, alarmes e evidências visuais. O desafio esteve na parametrização das plataformas, validação dos eventos, configuração de permissões, testes de comunicação, ajustes de operação e garantia de que os recursos fossem efetivamente utilizáveis pelo Centro de Operações de Segurança.

Desempenho e disponibilidade da rede de vídeo IP

A operação de mais de 370 pontos de monitoramento demandou infraestrutura de rede compatível com tráfego contínuo de vídeo em alta definição, gravação simultânea, visualização em tempo real, recuperação de imagens, eventos operacionais e comandos remotos. A rede precisava suportar fluxo permanente de dados sem comprometer a estabilidade do VMS, dos appliances de gravação e das estações de operação.

O desafio envolveu capacidade de tráfego, estabilidade dos enlaces, segmentação lógica, disponibilidade de portas, qualidade do cabeamento, interligações ópticas, organização dos bastidores e comunicação confiável com os servidores de gravação. Em sistemas de CFTV/IP, a rede deixa de ser infraestrutura auxiliar e passa a ser elemento crítico da operação.

Metodologia de Execução

A execução foi conduzida por metodologia estruturada de gerenciamento de projeto, com planejamento executivo, definição de frentes de trabalho, coordenação de interfaces, controle de avanço físico, gestão de riscos, controle de qualidade, validação técnica progressiva e comissionamento integrado.

A abordagem adotada combinou práticas de gestão de escopo, cronograma, recursos, qualidade, riscos, stakeholders e entrega de valor, alinhadas à lógica contemporânea de gerenciamento de projetos aplicada a ambientes complexos. A metodologia também refletiu princípios usuais de contratos de implantação integrada, em que a entrega depende da coordenação entre engenharia, suprimentos, instalação, integração, testes e aceite operacional.

Planejamento Executivo e Mobilização

A fase de planejamento executivo consolidou as condições de campo, os requisitos técnicos da solução, a sequência de implantação e as restrições operacionais do complexo. Foram avaliadas áreas de intervenção, rotas de infraestrutura, salas técnicas, bastidores de telecomunicações, pontos de concentração, acessos, janelas de trabalho, interfaces com sistemas existentes e dependências entre disciplinas.

A mobilização das equipes foi organizada por frentes de execução, considerando criticidade dos ambientes, disponibilidade de acesso, precedência técnica das atividades, necessidade de materiais, interferências com a rotina institucional e marcos de entrega. Essa estrutura permitiu manter rastreabilidade sobre o avanço dos serviços e reduzir riscos de retrabalho, paralisação e conflito entre atividades simultâneas.

Gestão de Escopo e Interfaces

O escopo foi tratado como uma solução integrada, não como um conjunto isolado de instalações. A execução dependia da compatibilização entre câmeras, rede estruturada, enlaces ópticos, infraestrutura elétrica, bastidores, appliances de gravação, armazenamento, VMS, video wall, analytics, controle de acesso e operação do Centro de Operações de Segurança.

A gestão de interfaces foi essencial para garantir que cada subsistema fosse implantado de forma aderente aos demais. As atividades de campo precisaram considerar requisitos de conectividade, alimentação, posicionamento, campo de visão, endereçamento, gravação, visualização, eventos, alarmes, integração com o VMS e interoperabilidade com sistemas corporativos de segurança.

Controle de Cronograma e Avanço Físico

O cronograma foi conduzido com acompanhamento contínuo das frentes de trabalho, priorização de atividades críticas e controle de pendências por ambiente, sistema e disciplina técnica. A execução em ambiente governamental ocupado exigiu planejamento por etapas, reprogramação controlada de atividades e resposta rápida a interferências de campo.

O controle de avanço físico considerou não apenas a instalação dos equipamentos, mas também a conclusão funcional dos pontos: infraestrutura executada, cabeamento lançado e identificado, ponto conectado, câmera instalada, imagem validada, gravação confirmada, integração testada e pendência registrada ou encerrada.

Gestão de Riscos de Implantação

A gestão de riscos foi aplicada às condições que poderiam afetar prazo, qualidade, segurança, continuidade operacional e aceite técnico da solução. Entre os principais riscos tratados estavam indisponibilidade de acesso a áreas críticas, inconsistências na infraestrutura existente, divergências de identificação de rede, interferências com rotinas institucionais, restrições para trabalho em altura, falhas de comunicação entre subsistemas e dependências de configuração entre plataformas.

As respostas foram incorporadas ao método executivo por meio de levantamentos em campo, mapeamento de rede, validação progressiva, segregação de frentes de trabalho, controle de acessos, compatibilização técnica, registro de pendências e testes por etapas.

Coordenação Multidisciplinar

A implantação exigiu coordenação entre disciplinas de segurança eletrônica, telecomunicações, infraestrutura elétrica, redes IP, armazenamento, servidores, VMS, video wall, controle de acesso, análise de vídeo, proteção contra surtos, aterramento e comissionamento.

Essa coordenação permitiu que as decisões de campo fossem tomadas considerando o sistema completo. Um ponto de câmera não era tratado apenas como instalação física, mas como elemento de uma cadeia funcional composta por infraestrutura, alimentação, comunicação, endereçamento, gravação, visualização, eventos, analytics e operação.

Controle de Qualidade e Validação Técnica

O controle de qualidade foi aplicado de forma progressiva, acompanhando a execução física e a validação funcional dos subsistemas. Os pontos implantados foram verificados quanto à fixação, proteção, organização da infraestrutura, identificação, conectividade, imagem, enquadramento, gravação, recuperação, resposta a comandos e aderência à finalidade operacional prevista.

A validação técnica também contemplou a infraestrutura de telecomunicações e elétrica, incluindo cabeamento estruturado, enlaces ópticos, bastidores, patch panels, alimentação, proteção contra surtos, aterramento, equipotencialização e organização física dos pontos de concentração.

Testes, Ensaios e Comissionamento

A metodologia incluiu testes funcionais por ponto, validação por subsistema e comissionamento integrado. Foram verificados transmissão de vídeo, estabilidade dos enlaces, comunicação com os appliances de gravação, operação do VMS, visualização no Centro de Operações, funcionamento do video wall, recuperação de imagens, operação das câmeras PTZ, recursos de análise de vídeo, eventos, alarmes e integração com controle de acesso.

O comissionamento consolidou a passagem da condição de instalação para a condição de operação. Essa etapa confirmou que a solução funcionava de forma coordenada, com câmeras, rede, armazenamento, VMS, Smart Wall, analytics, controle de acesso e estações de operação integrados em uma arquitetura única de supervisão.

Resultados Alcançados

A implantação resultou na modernização integral da infraestrutura de videomonitoramento do complexo, substituindo um parque tecnológico legado por uma arquitetura IP integrada, escalável e orientada à operação centralizada.

A solução ampliou a cobertura visual das áreas monitoradas, fortaleceu a disponibilidade dos registros de vídeo e criou uma base tecnológica mais robusta para supervisão em tempo real, recuperação de imagens, análise forense, investigação de ocorrências e resposta operacional a eventos.

Com a integração entre câmeras IP, VMS, video wall, armazenamento redundante, recursos de análise de vídeo e controle de acesso, o Centro de Operações de Segurança passou a operar com maior capacidade de correlação entre imagens, alarmes, eventos e registros operacionais. Essa convergência aumentou a rastreabilidade das ocorrências e melhorou a eficiência da equipe na identificação, acompanhamento e tratamento de situações críticas.

A implantação também consolidou uma infraestrutura preparada para operação contínua, com rede estruturada, enlaces ópticos, equipamentos de gravação dedicados, arquitetura de failover, proteção elétrica, comissionamento ponto a ponto e validação integrada dos subsistemas. O resultado foi uma solução entregue em condição operacional, com maior confiabilidade, disponibilidade e aderência às exigências de um ambiente governamental de alta criticidade.

Além dos ganhos técnicos, o projeto demonstrou a capacidade da A3A Engenharia de Sistemas em executar uma implantação multidisciplinar de grande porte, envolvendo segurança eletrônica, telecomunicações, infraestrutura elétrica, redes IP, sistemas de vídeo, integração de plataformas, testes, comissionamento e apoio à transição operacional, mantendo o cumprimento dos prazos e o atendimento às demandas do projeto.

Estou há 21 anos trabalhando com monitoramento ostensivo à frente do Monitoramento do STJ, posso afirmar com toda certeza que a equipe da A3A Engenharia de Sistemas foi a mais profissional com quem já trabalhei, com técnicos muito bem treinados, trabalhando dentro das Normas de segurança e uma experiência de atendimento com o cliente perfeito. Além disso a entrega dentro dos prazos e o atendimento a todas as demandas do projeto foram primordiais para o sucesso da implementação.
Pedro Bamberg Morgado
Pedro Bamberg MorgadoSupervisor Técnico de Monitoramento at Superior Tribunal de Justiça – STJ