O Projeto de Data Center transforma requisitos de capacidade, disponibilidade, segurança, expansão e operação em documentação técnica coordenada para contratação, implantação, testes e aceite da infraestrutura.

A A3A Engenharia desenvolve projetos para novos Data Centers, Edge Data Centers, instalações de colocation, ambientes corporativos, estruturas modulares e modernizações de CPDs existentes. O escopo pode abranger desde o estudo conceitual e o projeto básico até o projeto executivo multidisciplinar, conforme o nível de definição necessário para cada empreendimento.

O projeto não se limita à seleção de UPS, ar-condicionado ou racks. Ele deve demonstrar como todos os sistemas funcionam em condições normais, durante manutenção, na ocorrência de falhas e nas futuras etapas de expansão.

O projeto deve começar sobre premissas de investimento previamente validadas.

Quando site, energia, conectividade, capacidade ou modelo de implantação ainda estão indefinidos, o estudo de viabilidade deve preceder o detalhamento multidisciplinar.

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Objetivos

  • traduzir necessidades de negócio e operação em requisitos técnicos verificáveis;
  • definir capacidade inicial, crescimento e implantação por fases;
  • estabelecer critérios de disponibilidade, redundância e manutenção;
  • dimensionar e compatibilizar energia, climatização, telecomunicações e sistemas auxiliares;
  • reduzir pontos únicos de falha e lacunas de interface;
  • produzir documentação adequada à contratação e à construção;
  • incorporar requisitos de comissionamento e aceite desde a fase de projeto.

Modalidades

Estudo preliminar e projeto conceitual

Define alternativas de implantação, blocos de capacidade, arquitetura geral, estratégia de redundância, layout preliminar, necessidades de energia e climatização, fases de expansão e principais riscos. É utilizado para apoiar viabilidade, orçamento, seleção de site e decisão de investimento.

Projeto básico

Estabelece os requisitos, critérios, configurações e desempenho esperado com maturidade suficiente para contratação. Deve permitir propostas comparáveis e limitar interpretações divergentes entre fornecedores.

Projeto executivo

Detalha sistemas, equipamentos, circuitos, rotas, layouts, interligações, controles, quantitativos e métodos de instalação. Consolida cálculos e interfaces necessárias à execução, à inspeção e aos testes.

Projeto de modernização e retrofit

Parte do levantamento da instalação existente e incorpora estratégia de transição, contingência, janelas de intervenção e continuidade operacional. O projeto deve diferenciar estado atual, configurações temporárias e condição final.

Etapas do projeto

1. Levantamento e diagnóstico

  • reuniões com áreas de negócio, TI, facilities, segurança e operação;
  • levantamento documental e inspeções de campo;
  • inventário de cargas, ativos, capacidades e restrições;
  • verificação de infraestrutura existente e interfaces externas;
  • identificação de riscos, obsolescência e pontos únicos de falha.

2. Requisitos e base de projeto

  • carga de TI inicial e futura;
  • densidade média e máxima por rack;
  • perfil de crescimento e fases de ocupação;
  • nível de criticidade e tolerância a interrupções;
  • filosofia de redundância, manutenção e recuperação;
  • requisitos ambientais, de segurança e conectividade;
  • Owner’s Project Requirements, URS e Basis of Design.

3. Desenvolvimento multidisciplinar

Cada disciplina é dimensionada individualmente e verificada em conjunto, considerando operação normal, manutenção, contingência, partida, parada e expansão.

Escopo multidisciplinar

Implantação, arquitetura e civil

  • masterplan, implantação e expansão;
  • layout de sala branca, racks e áreas técnicas;
  • fluxos de pessoas, equipamentos, manutenção e emergência;
  • pisos, cargas estruturais, estanqueidade, compartimentação e acessos;
  • infraestrutura para equipamentos externos e logística de substituição.

Energia elétrica crítica

  • conexão, entrada de energia e subestações;
  • diagramas unifilares e distribuição em média e baixa tensão;
  • UPS, bancos de baterias e bypass;
  • grupos geradores, paralelismo, transferência e combustível;
  • distribuição A/B, PDUs, RPPs e alimentação dos racks;
  • curto-circuito, seletividade, proteção e arco elétrico;
  • aterramento, equipotencialização, SPDA e DPS;
  • medição, qualidade de energia e EPMS.

Climatização e controle ambiental

  • cálculo de carga térmica e projeção por fases;
  • arquitetura de expansão e redundância mecânica;
  • unidades de precisão, InRow, água gelada e rejeição de calor;
  • contenção de corredores e gestão de fluxo de ar;
  • resfriamento líquido, CDU e interfaces com equipamentos de TI;
  • drenagem, detecção de vazamentos e tratamento de água;
  • instrumentação, controle e envelopes ambientais.

Telecomunicações e cabeamento

  • entradas de operadoras e diversidade de rotas;
  • meet-me rooms e áreas de distribuição;
  • backbone óptico e cabeamento estruturado;
  • rotas, caminhos, segregação e reservas;
  • racks, patching, identificação e documentação;
  • critérios de certificação e aceite dos enlaces.

Automação, DCIM e monitoramento

  • BMS, EPMS e DCIM;
  • arquitetura de supervisão e redes de automação;
  • pontos de medição, sensores e alarmes;
  • sequências de operação e intertravamentos;
  • gestão de capacidade, energia, temperatura e ocupação;
  • integrações, históricos, relatórios e acesso remoto seguro.

Incêndio e segurança física

  • detecção convencional, endereçável e precoce;
  • alarme, compartimentação e supressão;
  • interfaces com climatização, energia e controle de acesso;
  • controle de acesso em camadas, CFTV e intrusão;
  • proteção de áreas críticas, baterias, combustível e perímetro;
  • cenários de emergência e continuidade.

Coordenação, BIM e interfaces

A compatibilização verifica espaços, acessos, cargas, rotas, manutenção, montagem e substituição de equipamentos. O BIM pode apoiar coordenação geométrica, quantitativos e rastreabilidade, mas não substitui a análise funcional de redundância, falhas e operação.

  • matriz de interfaces e responsabilidades;
  • clash detection e revisão de construtibilidade;
  • acesso para operação e manutenção;
  • rotas de retirada e substituição de equipamentos;
  • coordenação entre fases e configurações temporárias.

Entregáveis

  • relatório de levantamento e diagnóstico;
  • programa de necessidades, URS, OPR e Basis of Design;
  • memorial descritivo e critérios de desempenho;
  • plantas, cortes, detalhes, diagramas e esquemas;
  • memórias de cálculo e estudos elétricos e térmicos;
  • especificações técnicas de materiais e equipamentos;
  • listas de materiais, quantitativos e planilhas;
  • modelos BIM e relatórios de compatibilização;
  • matriz de causa e efeito, sequências e pontos de automação;
  • requisitos de FAT, SAT, comissionamento e testes integrados;
  • documentação para contratação e apoio a esclarecimentos técnicos.

Normas e critérios técnicos

O projeto pode considerar a série ISO/IEC 22237, ANSI/TIA-942-C, ANSI/BICSI 002, Uptime Institute Tier Standard, ASHRAE TC 9.9, ASHRAE 90.4 e as normas brasileiras aplicáveis a instalações elétricas, SPDA, cabeamento, segurança do trabalho, incêndio, edificações e meio ambiente. A aplicabilidade e a edição de cada referência são formalizadas na base do projeto.

Projeto preparado para comissionamento

Critérios de teste não devem ser definidos apenas no fim da obra. O projeto deve indicar modos de operação, condições de falha, alarmes, intertravamentos, desempenho esperado, pontos de medição, responsabilidades e evidências. Isso permite que o comissionamento verifique efetivamente a intenção do projeto.

Desenvolva o projeto com escopo, interfaces e critérios de aceite definidos antes da contratação.

A A3A Engenharia desenvolve projetos conceituais, básicos e executivos de Data Centers, integrando disciplinas, construtibilidade, operação, comissionamento e expansão.

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Resumo técnico

O Projeto de Data Center transforma requisitos de capacidade, disponibilidade, segurança, manutenção e expansão em documentação coordenada para contratação, execução, testes e aceite. O nível de definição deve ser compatível com a finalidade de cada etapa: concepção para comparar alternativas, projeto básico para contratar e projeto executivo para construir e integrar.

A qualidade do projeto depende da coordenação entre implantação, energia, climatização, telecomunicações, automação, segurança, incêndio e operação. Diagramas, cálculos, especificações, interfaces, sequências, modos de falha e critérios de comissionamento precisam formar uma única base técnica verificável.